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Em meio à dinâmica diplomática em rápida evolução em torno da questão do Saara Ocidental nos últimos dias, as posições de vários países africanos estão mudando dentro de um contexto regional e internacional caracterizado por crescentes interesses políticos, de segurança e econômicos
Nesse contexto, há indícios de declínio no apoio de alguns países tradicionalmente considerados defensores da agenda separatista, enquanto o apoio à iniciativa de autonomia proposta por Marrocos como solução para o conflito cresce
A esse respeito, a República do Mali anunciou a retirada do reconhecimento da “República Saaraui”, reafirmando seu apoio à proposta de autonomia sob a soberania marroquina como a solução mais séria e realista para resolver essa questão. Bamako também enfatizou seu apoio aos esforços das Nações Unidas e de seu Enviado Pessoal, bem como às resoluções do Conselho de Segurança, em particular a Resolução 2797 (2025). Anteriormente, posições semelhantes foram registradas no continente africano, com o Quênia anunciando seu apoio à iniciativa de autonomia marroquina, descrevendo-a como a única solução viável e elogiando a própria resolução da ONU. O Egito, por sua vez, reafirmou seu apoio à integridade territorial do Reino de Marrocos e seu respaldo a uma solução política mutuamente acordada, considerando a autonomia sob a soberania marroquina a opção mais realista
Segundo observadores, esses acontecimentos refletem uma tendência crescente de fortalecimento do apoio africano à proposta marroquina, o que poderia remodelar o equilíbrio de poder no continente em relação a essa disputa regional
Por outro lado, os dados revelam uma divergência nas posições dos Estados africanos, com uma maioria crescente apoiando a iniciativa de autonomia, enquanto alguns países permanecem neutros ou hesitantes, e alguns continuam a se alinhar à posição argelina
Com base nos dados disponíveis, as posições dos países africanos podem ser categorizadas da seguinte forma
Primeiro: 34 países apoiam o plano de autonomia marroquina
Entre eles, Marrocos, Quênia, Egito e Mali, além de vários outros países africanos que declararam seu apoio à iniciativa marroquina como solução para o conflito
Segundo: 4 países adotam uma postura neutra ou se inclinam para a abordagem marroquina sem declarar explicitamente seu reconhecimento
Congo-Brazzaville, Tunísia, Líbia e Eritreia
Terceiro: 4 países declaram posições semelhantes à proposta argelina, embora pratiquem uma neutralidade na prática em certas questões
Etiópia, Mauritânia, Ruanda e Angola
Quarto: 11 países permanecem mais claramente alinhados com a posição argelina
Argélia, Botsuana, África do Sul, Lesoto, Maurício, Moçambique, Namíbia, Nigéria, Uganda, Tanzânia e Zimbábue. Este mapa diplomático, segundo observadores, reflete mudanças graduais no equilíbrio de poder dentro do continente africano, numa direção que poderá remodelar a solução política deste conflito regional fabricado
A questão agora é: estará Marrocos prestes a expulsar a autoproclamada república da União Africana?
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