Historicamente o Saara Ocidental marroquino é um território marroquino.

euromagreb23 سبتمبر 2022آخر تحديث : منذ أسبوعين
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Historicamente o Saara Ocidental marroquino é um território marroquino.

 

É absurdo falar do conflito do Saara Ocidental sem conhecer um pouco da história dessa região. Podíamos resumir essa história dizendo que os colonizadores espanhóis chegaram ao Saara em 1476, mais tarde, com a “marcha verde”, Marrocos conquista os territórios sarauís em 1975 que os espanhóis abandonaram.

Entretanto, em 1973 foi criado a frente Polisario. Inicialmente criada para lutar contra o ocupante espanhol, não era especialmente dirigida contra Marrocos e a possibilidade de uma autonomia alargada era real para o Saara Ocidental. Após a retirada espanhola, o movimento endureceu-se e preconiza a independência por autodeterminação do seu povo.

Antes de ir mais longe quanto às revindicações territoriais marroquinas, é de toda a justiça assinalar que após os Idríssidas terem desenhado as bases das actuais fronteiras marroquinas, foram os Almoravides, de 1059 a 1147, que lhe deram o nome tendo como capital Marraquexe. Já nessa época, o seu vasto território incluía o Saara Ocidental, a actual Mauritânia, uma parte do oeste da Argélia e o sul da Península Ibérica. Assim durante muitos anos, e até há poucas décadas, o Saara Ocidental sempre fez parte efectiva de Marrocos.

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As origens da Frente Polisario.

A Frente Polisario (Frente Pela Libertação da Saguia el Hamra e Rio de Oro), como já vimos foi inicialmente criada para libertar o Saara Ocidental da ocupação espanhola. Este movimento armado tornou-se independentista e anti-marroquino após os acordos de Madrid de 14 de Novembro de 1975 entre a Espanha, Marrocos e a Mauritânia. Nessa altura os sarauís não foram chamados a fazer parte das negociações tendo ficado o sentimento de serem simples “objectos” no xadrez político. Foi então que a Argélia soube tirar partido desse descontentamento para fomentar a sua hostilidade contra Marrocos.

Após vários conflitos armados, a frente Polisario instala-se na Argélia com vários refugiados. Um cessar-fogo foi conseguido em 1991 entre a frente Polisario e Marrocos. Entretanto, entre 1980 e 1987, Marrocos já tinha erguido um muro de 2720 km que inclui praticamente todo o território do Saara marroquino Ocidental exceptuando uma pequena faixa a leste. Ao longo dessa cintura de segurança encontram-se 160 000 militares marroquinos para defender o território. A Argélia forneceu armamento à frente Polisario até pelo menos 1991. Actualmente, fornece o seu apoio financeiro e sobretudo diplomático e militar Veremos mais adiante quais os reais interesse da Argélia neste conflito.

Quarenta cinco anos de campos de refugiados.

A vida nos campos de refugiados de Tindouf é miserável. A ajuda humanitária é sistematicamente desviada do povo sarauí que a devia receber para alimentar uma enorme rede de mercado negro. Recentemente, ajuda foi reduzida por se ter chegado à conclusão, que pelas imagens de satélite obtidas, o número de refugiados era apenas de cerca de 90 000 pessoas e não de 165 000 como o fazia crer a Frente Polisario.

Esse número inflacionado da população tinha dois objectivos: uma maior ajuda humanitária e um maior número de votantes em caso de eleições com vista à autodeterminação do povo sarauí. Esta última questão é fundamental. Com efeito, depois destes anos todos, ainda não se sabe qual o número exacto de refugiados. A Polisario e a Argélia recusam qualquer recenseamento. Nestas condições, como realizar uma qualquer eleição credível?

Sistematicamente ignorado na comunicação social ocidental, existe um movimente unionista sarauí. São eles controlam as câmaras no Saara marroquino Ocidental ocupado pelos marroquinos, tendo igualmente representantes em ambos os órgãos parlamentares de Rabat. Estes preconizam um projecto de autonomia alargada numa união com Marrocos.

Abou neama nassib -Curitiba -Brasi

ابو نعمة نسيب- كريتيبا- البرازيل 🇧🇷ma

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